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segunda-feira

Entrevista - Como vencer a timidez na "hora H"

Olá!

Participei desta matéria elaborada pela jornalista Daniela Borges do jornal "O Vale + Educação". Falamos sobre timidez nos processos seletivos.

Acompanhe o texto completo.

Abraços e até!



Como vencer a timidez na ‘hora H’

O mundo é dos extrovertidos, mas nem por isso os tímidos vão ficar fora do mercado de trabalho
O mundo é mais fácil para os desinibidos. Aqueles que não se intimidam diante de uma plateia, que se expressam com desenvoltura, articulam bem as ideias, não perdem o raciocínio e ainda fazem uso de vocabulário variado e, ao mesmo tempo, atraente. Compreendem e são compreendidos. O mercado de trabalho adora os extrovertidos.
Só que nem todos são tão seguros e confiantes a esse ponto. A maioria sofre em ter que se apresentar em público, se sente mal só de pensar em enfrentar o desconhecido, pessoas normais, mas que padecem com a timidez.
Para quem se identificou, a boa notícia é que inibição não é sentença de fracasso. O tímido não está condenado a passar o resto da vida desempregado. Acredite, é possível aprender a trabalhar com esse traço da personalidade e até tirar proveito dele.
E é durante o processo seletivo o momento mais crítico para o tímido em busca de emprego. “A vergonha pode vir a atrapalhar, já que o profissional tem receio de expor suas ideias e até evita se posicionar. Por vezes, pode vir a demonstrar uma atitude de insegurança e baixa autoestima nas entrevistas”, explica a mestre em administração Ylana Miller, diretora da Yluminarh Consultoria de Desenvolvimento e professora do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), do Rio de Janeiro.
Para driblar a vergonha e se sair bem em uma reunião de grupo, comum nos processos de seleção, a especialista recomenda que o tímido se preocupe menos em agradar as outras pessoas. “Que aos poucos vá se sentindo mais à vontade e se exija menos”, afirma Ylana. “Deixe alguns pensamentos e a voz interior de lado, não espere que todos vão gostar de você. Para se sentir mais fortalecido se aproxime de pessoas que já o conhecem e converse”, aconselha.
Evitar palavras difíceis, manter o foco, ter cuidado com o tom de voz e não se preocupar com eventuais erros são algumas dicas da professora. “Treinar antes é sempre recomendado para quaisquer candidatos”, aponta.
De acordo com a psicóloga Izabel Failde, consultora organizacional, coach e autora de livros especializados, como “Manual do Facilitador para Dinâmicas de Grupo” (Ed. Papirus), o processo seletivo é formado por técnicas de observação e investigação de competências, de características pessoais, de interesses e potenciais. “Se o candidato não se mostra, o selecionador não observa e não avalia”, afirma. Segundo ela, o candidato deve se esforçar para interagir, aproximar-se dos demais, integrar-se em um trabalho grupal, ou seja, mostrar-se.
Branco
Quem nunca sofreu um ‘branco’ que atire a primeira pedra. Para Izabel o esquecimento momentâneo tem mais a ver com ansiedade do que com a timidez. “Todos estão sujeitos, porque a ansiedade pode ser compreendida como um excesso de energia e expectativa momentânea, como se todo o conhecimento e experiência de vida passassem ao mesmo tempo pela mente”, revela. O ‘branco’ é um momento de travamento.
A primeira dica da especialista é respirar fundo por alguns segundos, para que a ansiedade seja controlada. “A seguir retomar o conteúdo, vale pedir que o selecionador repita a pergunta”, sugere. Com a ansiedade controlada os pensamentos começam a fluir e o candidato consegue se posicionar. “Esses segundos de “parada” são preciosos e a possibilidade do branco ir embora é muito grande”, assegura.

Use tudo a seu favor

O tímido possui grande chance de se dar bem no processo seletivo, superando até mesmo os mais falantes, de acordo com a psicóloga Izabel Failde. “A timidez pode ser muito positiva, pois favorece a prática efetiva do saber ouvir e escutar, a atenção genuína ao outro, o respeito aos limites alheios”, afirma.
Os indivíduos muito extrovertidos, segundo ela, podem demonstrar desrespeito a fala do outro, quer seja por excesso de ansiedade, por acreditar que precisa falar muito, ou por acreditar que sabe mais que o outro. “Exemplos que dificilmente acontecem com uma pessoa tímida”, ressalta.
A professora do Ibmec concorda. “Candidatos mais extrovertidos correm o risco de se comunicar em excesso, expor ideias sem foco e até mesmo fugir do assunto proposto”, completa. Neste ponto, segundo Ylana, o profissional tímido leva vantagem. “Pois pensa duas vezes antes de falar e elabora melhor sua comunicação. É mais cauteloso e preocupado com o seu marketing pessoal, demonstrando também menos ansiedade”, define.
Para Ylana, a timidez tem suas vantagens. “Eles são mais dedicados, são melhor ouvintes, observadores, concentrados e por vezes podem ser considerados com mais foco na qualidade do trabalho. Há também os que na introversão se tornam ainda mais criativos. Todas essas características podem vir a ser usadas em favor do profissional tímido.

Sinais da timidez:
  • Dificuldade de se apresentar em público
  • Constrangimento em defender suas idéias
  • Passividade
  • Dificuldade de se relacionar e de fazer amigos
  • Medo de não corresponder às expectativas dos outros e receio do que os outros vão pensar
  • Na timidez crônica: sensação de desmaio, taquicardia, tremor, rosto vermelho (vermelhidão)
Fonte: Ylana Miller, professora do Ibmec

Competências avaliadas em um processo seletivo:

  • Ética
  • Respeito
  • Comprometimento
  • Responsabilidade
  • Empatia
  • Proatividade
  • Relacionamento interpessoal
  • Trabalho em equipe
  • Comunicação (inclui forma e hora de falar, respeito à fala do outro e saber ouvir)
  • Flexibilidade e adaptabilidade
  • Capacidade de resistir às pressões
Fonte: Izabel Failde, psicóloga, consultora organizacional, coach e escritora

Qual é a origem da sua timidez? Medo de …

  • De se expor
  • Ser ignorado
  • Ser humilhado
  • Errar e ser avaliado
  • Mostrar-se como é verdadeiramente, que seu ‘eu’ seja revelado
  • Medos: consequência da baixa autoestima, baixo autoconceito, autoimagem negativa, excessivo autocontrole, autopercepção e autopreocupação
Fonte: Izabel Failde, psicóloga, consultora organizacional, coach e escritora

Dicas aos tímidos

  • Prepare-se para o processo de seleção
  • Seja bem humorado e simpático
  • Mantenha-se calmo e evite censurar-se, pensando demais antes de responder ou até mesmo deixando de falar
  • Invista em si próprio, seja por meio de terapia comportamental e/ou atividades que promovam seu desenvolvimento pessoal (teatro, curso de técnicas de apresentação dentre outros)
  • Avalie, compreenda e assuma a timidez é o passo inicial
  • Durante a seleção, esforce-se para interagir, aproximar-se dos demais, integrar-se em um trabalho grupal, ou seja, mostrar-se
  • Emita opiniões, sugerira, contribua, ou seja, fale. Isto é esperado pelo selecionador
  • Durante a seleção, se for difícil ser o primeiro a responder uma questão ou posicionar-se, evite ser o último
  • Pratique as competências de saber ouvir e saber escutar. São diferentes em profundidade, pois muitas vezes nossa atenção está voltada ao outro (ouvir) e não ao conteúdo da fala (escutar)
  • Aja de forma própria, independente do grupo. Isso significa ter opinião, posicionamento, assertividade, sempre praticando o bom senso e respeitando o ambiente, as falas e os limites do outro
  • Pratique a autoconfiança, acredite que é possível
Fontes: Ylana Miller, diretora da Yluminarh Consultoria de Desenvolvimento e professora do Ibmec e Izabel Failde, psicóloga, consultora organizacional, coach e escritora

FRASE

‘A timidez pode atrapalhar não apenas a seleção, como a vida e a carreira. É importante refletir sobre quais perdas a timidez está provocando
Izabel Failde, psicóloga e coach
Por Daniela Borges

domingo

Vídeo - Webinar "Como ter sucesso nos processos seletivos"


Olá todos!

Nosso primeiro webinar foi um sucesso! Muitas perguntas, respostas, aprendizados de todos os lados. Os "feedbacks" foram ótimos.

Eis o vídeo para você assistir, atualizar-se e avaliar sua performance nos processos seletivos que participa. Você pode utilizar os conceitos e orientações apresentados tanto para seleções externas quanto internas.

Aproveite! E deixe seu recado abaixo.

Obrigada e até!

Izabel

quarta-feira

Entrevista - A influência do papel de parede no ambiente de trabalho!


Office Worker Licking Computer Monitor


Olá!

Você já parou para pensar que o papel de parede que escolhe para seu computador revela algo sobre você? Dos parceiros sempre notamos, mas os nossos...

A jornalista Andrezza Czech consultou alguns profissionais, inclusive eu, e publicou esta interessante matéria.    Não importa se sua escolha é clássia, séria, engraçada ou irrelevante, tem sempre alguém "de olho" no papel de parede.

Bjs e até!


Saiba o que o papel de parede do seu computador do trabalho diz sobre você


Você é do tipo que escolhe um "meme" diferente por semana para o fundo de tela do computador do trabalho? Ou nunca trocou a imagem padrão? Por mais ingênua que seja a sua escolha, o papel de parede pode passar uma impressão positiva ou negativa sobre você para seus colegas e seu chefe. 

Para saber o que cada uma representa, o UOL Comportamento conversou com a psicóloga e consultora em desenvolvimento profissional Izabel Failde, o economista e consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a consultora de imagem pessoal e etiqueta Ana Vaz e o diretor de novos projetos da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) Cezar Tegon.

Símbolo da empresa
São pessoas que não querem chamar atenção no ambiente de trabalho e preferem passar despercebidas. Em uma empresa muito formal, que não permite nem o uso de porta-retratos, um papel de parede discreto como esse é o ideal, pois passa a ideia de ser uma corporação que tem um padrão de conduta e valoriza sua imagem. Por outro lado, em um ambiente mais informal e que exija inventividade de seus funcionários, o símbolo pode passar a ideia de que você é pouco criativo e tem dificuldade de expressão. Nesse caso, enquanto alguns colegas podem pensar que você é o típico puxa-saco, o chefe pode achar que você encara o trabalho como uma obrigação e nada mais.

Imagem padrão do computador
Mais impessoal, impossível. É o tipo de pessoa que está ali para cumprir as obrigações, ganhar seu dinheiro e sair correndo sem um minuto de hora extra. Não quer saber de muito papo com os colegas e não quer que ninguém saiba nada sobre sua vida pessoal. Uma imagem tão neutra assim pode até ser interpretada como falta de interesse por seu trabalho, já que não há a menor intenção de deixar um pouco da sua personalidade no ambiente. Também pode ser alguém que está acostumado com regras rígidas de outras empresas e ainda não conseguiu se adaptar ao novo local.

Inspiração profissional
É uma pessoa que costuma ser comprometida com o trabalho e que não mistura a vida pessoal com a profissional, por isso prefere algo relacionado ao ambiente corporativo como fundo de tela. Na hora da escolha da frase ou foto de alguém inspirador, é preciso ter cuidado: a imagem mostra quem você gostaria de ser e quais modelos você tem, mas pode ser interpretada de maneiras diferentes por cada pessoa. Steve Jobs, por exemplo, pode ser visto como um gênio visionário para uns, mas, para outros, pode ser um péssimo exemplo de como tratar seus funcionários.

Ídolos
Quem coloca a foto de um ídolo, seja ele musical, político ou do esporte, tende a ser alguém mais expressivo e que gosta de debater suas preferências e hábitos. É possível que a pessoa seja interpretada como imatura, pois a idolatria tem uma relação forte com a adolescência. Colegas e chefe dificilmente vão separar a criação do artista com as opiniões e as atitudes que ele tem. Por isso, colocar um ótimo músico, mas que tem um histórico forte com drogas e violência pode pegar mal. Também é uma cilada escolher imagens para impressionar os outros: se você não conhece nada sobre música clássica, não tente usar uma imagem de Beethoven, pois alguém vai acabar lhe fazendo perguntas e desmascarando sua farsa.

Foto com a família ou com o namorado
É uma pessoa que gosta de falar sobre a vida pessoal e contar fatos do cotidiano para os colegas. Para alguns, essas fotografias como fundo de tela podem passar a ideia de que você é ligado a valores familiares. Outros podem encarar como um exagero. É preciso ter limites na escolha para não ser mal visto pelo chefe: fotos da família enchendo a cara em um churrasco de Natal ou do seu namorado exagerando na demonstração de amor podem queimar seu filme. Se for colocar a imagem com o parceiro, exponha apenas um relacionamento que seja firme para evitar ser questionado a cada semana sobre quem é o novo amor.

Bicho de estimação ou outros animais
São pessoas mais carinhosas e que gostam de cuidar de algo ou alguém. Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Hiroshima, no Japão, observar imagens de animais fofinhos pode aumentar a atenção e a produtividade no trabalho. Ainda assim, alguns colegas ou chefes podem encarar essa pessoa como alguém um pouco infantil e frágil. Tenha cuidado ao escolher a imagem do bichinho de estimação, ou você pode revelar algo pessoal demais. Já imagens de outros animais, como uma girafa ou um pinguim, podem ser usadas em empresas mais formais, pois não revelam muito sobre sua vida pessoal, embora haja o risco de serem interpretadas de diversas formas. Se você colocar a foto de um leão, por exemplo, pode ser visto tanto como alguém que quer ter sucesso quanto como alguém que sente que tem que matar um leão por dia na empresa.


Carros, casas e outros objetos de consumo
É uma pessoa que tem muitos sonhos e objetivos materiais e não só não se incomoda em falar sobre eles como precisa dessas inspirações para aguentar os problemas do trabalho. Como é discreta e não revela muito sobre sua intimidade, a imagem pode ser bem vista pelos chefes, desde que a pessoa não passe o dia reclamando dos afazeres, olhando para uma linda casa no campo e dizendo "ai, como eu gostaria de estar ali".

Bebês
Normalmente são usadas por mulheres mais jovens e meigas. Assim como pode passar a ideia de que a pessoa é bem-humorada e dócil, a imagem pode revelar ingenuidade e infantilidade. Usada com frequência, pode cansar os outros e passar uma fragilidade excessiva para o ambiente de trabalho. A menos que você trabalhe em alguma área relacionada a crianças, evite usar a foto de um bebê fazendo uma gracinha ou fantasiado de flor por muito tempo.

"Meme" recente ou piada
É o tipo de pessoa de bem com a vida, irreverente, aberta para a aproximação dos colegas e bem-humorada, que brinca com os outros no café ou no elevador. A imagem é adequada para ambientes menos formais e revela que a pessoa trabalha, mas se diverte. É importante que o "meme" possa ser interpretado por todos como algo positivo. Evite qualquer piada preconceituosa, com conotação sexual ou que possa levar o chefe a desconfiar de que foi uma indireta. Para uma empresa que aprecia a criatividade, um "meme" mostra que você está ligado no que acontece no mundo. Mas, como toda piada, a graça acaba e é preciso saber a hora de mudar o fundo de tela. Nesse caso, cuidado: mudar a foto todo dia pode parecer que você está sem serviço.

Fotos de viagem
São usadas por quem gosta de liberdade, de estar na rua. Se a fotografia é apenas de uma paisagem, ela não te expõe para os colegas e pode até mesmo ser usada em empresas mais formais. Já se você escolhe uma foto na qual aparece posando ao lado de pontos turísticos, esteja consciente de que alguém pode perguntar sobre o local visitado e, sem perceber, você pode acabar falando demais sobre tudo o que fez na viagem, o que pode passar a imagem de que você é exibicionista.

segunda-feira

Entrevista - Namoro no trabalho: vale a pena?


Businesspeople Kissing Through Window


Olá!

Você já namorou alguém que trabalhava com você? Já "curtiu"? "Ficou"?

Relacionamentos amorosos no ambiente de trabalho podem se transformar em um ótimo "combustível". É preciso cuidado, atenção e análise de riscos. Dito assim até parece estratégico, né?

Acompanhe a interessante reportagem da jornalista Heloísa Noronha - com a qual pude contribuir - e veja se isso é estratégico ou não para sua carreira.

Bjs e até!



Está a fim de alguém do trabalho? Pode investir, mas tenha cautela!

O ambiente profissional é o cenário onde passamos a maior parte do nosso tempo. Portanto, nada mais natural que do que cultivar as relações interpessoais. Assim, o velho ditado "onde se ganha o pão, não se come a carne" está cada vez mais ultrapassado. Namorar um colega de trabalho é, na maior parte das corporações, algo humano e normal, tido até como estimulante para alguns consultores de carreiras. "O romance no escritório descontrai a rotina e dá energia para manter o pique", diz a psicóloga organizacional Izabel Failde.

"Bem administrados, esses relacionamentos acabam até ajudando na performance profissional. As pessoas se sentem mais satisfeitas, seguras, com a autoestima em alta", afirma a psicóloga Liliana Guimarães, doutora em Saúde Mental pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e segunda secretária da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho.

O problema é que, com a paixão, muita gente costuma se esquecer de que está em uma empresa e que é o trabalho, não a vida afetiva, a prioridade durante o expediente. "É preciso haver limites. Afinal, as pessoas são contratadas para um objetivo comum, que é o exercício de sua atividade profissional para o progresso de um negócio ou empresa. Se a produtividade fica comprometida, isso começa a incomodar outros funcionários e a gerar comentários inconvenientes", afirma a consultora Viviane Mourão, da Meta&Vida Desenvolvimento em Recursos Humanos.

Às vezes, a confusão começa antes mesmo de o namoro engrenar --ainda na fase da paquera, as pessoas não se dão conta de que violam regras básicas de conduta, normas implícitas que, se ignoradas, podem enterrar a mais brilhante das carreiras.

A primeira delas é transformar a paquera no principal objetivo diário, intercalando as tarefas entre um momento de flerte e outro. Exemplos: arrumar a todo instante pretextos para ir até à mesa do colega charmoso, marcar encontro com a garota que está a fim na máquina do café a cada meia hora, dar uma fugidinha para conversar na escada, ficar falando com o outro por mensagens instantâneas boa parte do tempo.

"Na empolgação, homens e mulheres acreditam que estão sendo discretos, mas na verdade não estão. As pessoas ficam de olho, mesmo, e não demoram a começar a comentar", declara Andrea Huggard Caine, diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

E a fofoca não tarda a começar. "Se a paquera chegou a um ponto em que vocês precisam ficar mais tempo sozinhos, para se conhecerem melhor, marquem um happy hour e resolvam a questão fora dali", diz Andrea. "Quando o clima entre os dois fica muito evidente e vira o assunto da empresa, isso pode afetar a imagem que ambos têm ali dentro. Há o risco de que passem a ser vistos como imaturos, despojados demais e até irresponsáveis", afirma Viviane.

Uma regra vale para qualquer situação: se quiser encontrar a alma gêmea no trabalho, não lance olhares e sorrisos para todos os departamentos. Por mais que a oferta seja boa em quantidade e qualidade, só vai queimar seu filme.

E se o alvo de suas segundas intenções é seu subordinado ou está abaixo de você na hierarquia da empresa, é essencial tomar muito cuidado na hora de demonstrá-las, para que o interesse não seja interpretado como assédio. Esse conselho serve, em especial, para as situações em que você tem dúvidas sobre a reciprocidade do sentimento.

"Ainda que a paquera evolua, a primeira e mais importante relação ali dentro é a de trabalho", diz Andrea. O uso de e-mails para fazer tais revelações também deve ser evitado - lembre-se que muitas empresas monitoram os computadores de seus colaboradores.

Se o flerte virar namoro sério, a primeira pessoa que deve tomar conhecimento disso é o chefe - ou os superiores, caso vocês atuem em departamentos diferentes. "É claro que vocês podem ser discretos e confirmar a situação à medida que as perguntas vão surgindo. Mas, mesmo que a empresa seja liberal, a atitude significa transparência e elimina o risco de comentários que possam vir a prejudicá-los. É uma postura profissional", afirma Andrea.



quinta-feira

Você ainda não é chefe???

Nas empresas nem sempre os planos de carreira são claros. De qualquer forma há casos em que o profissional poderia ter alcançado melhores posições, mas não alcança. O que fazer?

A matéria de Talita Abrantes oferece ótima reflexão. Aponta sete aspectos que podem ser motivos da estagnação. Você não precisa concordar, basta considerar e tirar suas conclusões. Acompanhe.

Abs e até!


Os anos passam, resultados são entregues, muitos sobem e você ainda não chegou ao cargo de chefia. Se você não mira uma carreira em Y (aquela dedicada para quem tem um perfil mais técnico), provavelmente, se questiona sobre os motivos para não progredir para um cargo executivo.
O erro pode, sim, estar na empresa. Mas, em alguns casos, a culpa também é do profissional que, segundo especialistas, não sabe se posicionar. Confira os erros mais comuns que impedem que você alcance um cargo de chefia.
1 - Você vive numa clausura profissional - Um dos principais erros de quem mira um cargo de chefia – mas nunca conseguiu chegar perto deste estágio na hierarquia – é se isolar do resto do mundo corporativo. Estes profissionais até podem executar suas responsabilidade com maestria, mas pecam por não ter uma visão global do negócio em que estão inseridos.
A consequência desta postura é uma “visão míope, fragmentada com relação ao próprio trabalho”, como classifica Fátima Motta, sócia da F&M Consultores. E, portanto, um olhar incoerente com a missão de um bom líder.


Dica - Passo número 1 para ampliar seu olhar sobre o próprio trabalho? Saia da sua baia de vez em quando para ver como outras áreas atuam. Leia notícias sobre o setor em que está inserido, fique de olho em como a concorrência atua e como seu trabalho está relacionado com outras áreas dentro da empresas.
Esta visão do todo é essencial para dar um significado para além do seu departamento para cada mínima atividade que você exerce. Com essa concepção do todo em mãos, você estará pronto para propor soluções possíveis para seu próprio departamento, além de desempenhar seu trabalho com excelência.
“Existem profissionais que andam muito bem pelas estruturas da empresa, se dão bem em outras áreas. Essa habilidade de relacionamento é um cartão de visitas e tanto”, diz Dill Casella, autor do livro “Atitude e Altitude” (Editora Vozes).
2 - Você não vai além o suficiente - Regra de ouro para ser promovido? Vá além, sempre. Apostar na ideia de “faço apenas o que mandam ou o que está na descrição do meu cargo” não é a fórmula ideal para chegar ao cargo de chefia.

“Quem é visto para cargos de liderança extrapola o seu cargo. Não é fazer mais do mesmo, é gerar resultados para além do esperado”, diz Fátima. “É ser aquela pessoa que não espera que os outros a cutuquem para fazer mais. É ser uma pessoa que oferece seu melhor sempre, que não fica com uma visão mecanicista e pequena”.

Dica - A dica não é trabalhar mais e virar um workaholic. Ao contrário. Quanto mais focado em seus objetivos (e no que a empresa quer) você estiver, mais chances terá de surpreender – sem ter que sacrificar sua vida por isso.
3 - Você não tem equilíbrio emocional - “As pessoas se desenvolvem muito no aspecto técnico e não tanto no comportamental. Às vezes, são brilhantes analistas, mas se esquecem da importância do aspecto comportamental”, afirma Fátima Motta, sócia da F&M Consultores.
Ataques de raiva, desestabilização emocional, não saber separar problemas pessoais da rotina profissional, entre outros sinais de que seus sentimentos e emoções não estão em ordem acabam trabalhando contra sua trajetória profissional.
Dica - Além de dar o seu melhor no trabalho, invista também em atividades que garantam a sua sanidade mental. Fazer atividades artísticas, esportes ou ter um hobby é essencial para conseguir ter as emoções em ordem.
4 - Você não inspira (nem se relaciona) - Nesta toada, a maneira como você lida com as pessoas ao seu redor também conta pontos para a sua ascensão ao topo da corporação. “Não é ser legal com todo mundo. É muito mais. É ser uma pessoa que transforma seus relacionamentos em algo produtivos. Que influencia os outros e é influenciada”, diz Fátima.
Dica - Seja uma pessoa aberta e carismática. Realmente, se importe com os outros. Mas não só isso. Seja uma autoridade nos assuntos relacionados ao seu trabalho. “A questão é ser uma pessoa convincente não só porque sabe se comunicar bem, mas porque tem uma visão ampla do negócio”, diz Fátima.

Para explicar isso, Casella afirma que autoridade é diferente de poder. “É a maneira de levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você quer por causa de uma influência pessoal”, diz. “Existem lideranças que não estão em cargos de chefia, mas que sabem influenciar”, afirma Casella. E é isso que deve estar na sua mira.

5 - Você não deixa claro que joga no mesmo time - Da hora que você chega na empresa até a hora que você sai, a meta é reclamar de tudo. A atitude diante de novos desafios não é diferente: sempre uma cara feia para tudo que pode demandar um pouco mais de esforço. Com uma postura deste tipo, como você quer subir na empresa?

Dica - A dica, segundo Fátima, é mostrar que você está jogando no mesmo time. “Deixe claro que seus valores são similares aos da companhia e que você está comprometido”, diz a especialista.

“Nem sempre o líder precisa ter habilidades técnicas relevantes. Mas, com certeza, precisa ter habilidades conceituais, de gestão e aderência com os valores da empresa”, afirma Casella.
6 - Você não se vende - Agora, não adianta fazer tudo isso se, no dia-a-dia, você não mostra o que você está fazendo. Sem deixar claro quais são as suas habilidades e conquistas, como você será visto?
Dica - “A galinha sempre que bota o ovo, cacareja. Não estou falando para cacarejar sem botar ovo”, brinca a especialista. “Se produziu, faça marketing disso. Não é uma visão de autopromoção boba, mas sim mostrar quem você é”.
7 - Você não assume riscos - Você pode até ter todas as características essenciais para ser um bom líder, mas se morre de medo de se arriscar. E isso vale desde sugerir uma ideia durante uma reunião até apostar em ideias mais ousadas.
Dica - “As regras existem ,você tem que seguir. Mas pode quebrá-las de vez em quando. Não é porque a regra dita para ir para a esquerda que você não pode tentar a direita”, afirma Dill. Evidentemente, desde que isso não esteja totalmente em desacordo com os valores da empresa.  “Criar uma postura empreendedora é importante”, aconselha o especialista.

Foto:
Escultura 3D em papel, por Jeff Nishinaka.


quarta-feira

O Humor



O dia mais inútil de todos é aquele em que não rimos.
Sébastien Chamford


Será que rir, ainda, é o melhor remédio? Faça o teste:

• Pense em um grande 'mico' da sua vida. Você conseguiu rir dele quando aconteceu? E hoje?

• Lembre de um momento tenso, aquele em que seu emprego estava por um fio, por exemplo. Qual sua reação na época? E hoje, como avalia o que aconteceu?

• Que me diz daquele colega chato, 'mala' mesmo, que não tem 'semancol' e adora infernizar a vida alheia? Como você lida com ele?

• Reviva seu momento de maior glória. Você consegue apreciar com felicidade plena ou a sensação de 'sou o máximo' é mais forte?

Para variar, nosso cotidiano é repleto de idas e vindas, momentos de pura alegria e intensa tristeza. Isso sem contar as vezes em que a tristeza é substituída pela raiva, rancor, ou mesmo ódio.

Existe diferença entre 'senso de humor' e 'bom humor'. O primeiro é a capacidade que temos de reverter situações desastrosas, tristes, péssimas, em momentos de maior compreensão e conforto, com alguma alegria, tranquilidade. O segundo está ligado à graça, risada, saber curtir um bom momento de abertura e positivismo.

Existem pessoas que têm bom humor e não senso de humor. São aquelas que adoram brincar com os outros, fazem piada de tudo e ao mesmo são incapazes de transformar algo negativo em positivo. Outros têm senso de humor e não bom humor. Reflete-se nos indivíduos que fazem piada de tudo e não conseguem aproveitar uma pequena brincadeira feita por outro.

Em ambos os casos esses indivíduos são o centro das atenções, porque são de ótima convivência ou muito ao contrário.

Com qual grupo você se identifica?

Reflita. A hora é agora.


P.S. Veja outros artigos "Feito por Mim" no site

Foto: Matryoshka Doll by Mad Mim

segunda-feira

Arrogância: reconhecimento e vigília

Dia destes estava lendo um blog bem legal; são crônicas do cotidiano, muito inteligentes, perspicazes e perceptivas. Conheço a “dona” do blog, alguém muito sensível e especial. Quieta e introvertida com suas “coisas pessoais”; extrovertida com aquilo que não a revela tanto. Até aí, nada demais.
O texto que li relatava um desabafo e uma revelação da autora: ela estava cheia de falsas moralidades, indiretas, hipocrisias e por isso iria escrever em um outro blog com um colega. Começaram um “blog duplo”, onde poderiam compartilhar o mesmo espaço, algo que também a motivaria a escrever mais, caso contrário temia deixar de escrever.

No primeiro momento não entendi muito bem a revolta e fui procurar outras postagens para encontrar o motivo. E descobri.

Em uma de suas crônicas, enfatizo, SUAS crônicas, um leitor (desajustado? carente? arrogante?) resolveu 'colocar palavras' na boca da autora. Logo de cara indignei-me e pensei:
-  O blog é de alguém, assim como esses escritos e ideias e, portanto, sujeito a análises críticas. Todo mundo pode escrever o que quiser? Bem, ninguém é obrigado a aceitar comentários e pensamentos dos outros, mas daí um leitor se achar no direito de alterar o sentido do texto porque interpretou que a autora 'não quis dizer isso'? Já é um pouco demais para meu gosto.

E foi isso que dito leitor fez: indicou sinônimos às palavras utilizadas que, a SEU ver, revelariam melhor o que se passava na cabeça da autora. Em vários textos ele fez o mesmo. Simples assim.

Os outros leitores se manifestaram e o “dito”, cada vez mais na altitude de seu pedestal, interpretava o comentário do comentário, como se ele próprio tivesse escrito a crônica original.

A autora, com toda classe, retrucou algumas vezes. Depois não mais se pronunciou.

Confesso que não me contive e quis conhecer um pouco mais esse “ser”, que não merece ser identificado neste espaço. Entrei em seu blog e, qual não foi minha surpresa, ele havia feito um 'tratado' sobre a tal crônica daquela autora. Pelos escritos ficou claro que sua soberania, interpretações e compreensão reinava acima de tudo e todos. Enfatizou que não dependia de ninguém nem jamais aceitaria isso. Pareceu-me tripudiar sobre amizades e outros tipos de relacionamentos. A impressão que tive foi que seu prazer era interpretar as ideias alheias, não apenas para expor suas próprias, mas para, principalmente, deturpar, reverter, reescrever o pensamento do outro segundo sua "ótica perfeita".

E o que essa pessoa tem a ver com nossos aprendizados diários? Muito, mas hoje vou me ater a reconhecimento e vigilância.

Reconheci e relembrei (porque às vezes a gente esquece...) que há arrogantes ao nosso redor todos os dias. Com alguns conseguimos conviver, aprender e até divertir-nos. Com outros a indiferença é a melhor política, e se for de ambas as parte, melhor.

Há aqueles que primam por disputar níveis de arrogância com outras pessoas; há os que concorrem consigo próprios, pois apresentam graus crescentes e ininterruptos de superioridade. Os arrogantes estão por todos os lados; as brigas de ego são uma constantante na experiência cotidiana da maioria das pessoas.

Precisamos aprender a conviver com isso e, a cada dia, descobrir como impedir que nos aconteça. Autoestima elevada em níveis adequados, autoimagem de respeito e admiração são fundamentais para sermos seres humanos equilibrados e automotivados. A“autovigilância”, por seu lado, deve ser constante.

Há como ficarmos livres da arrogância? Penso que não. E talvez se eu tivesse uma receita infalível para dizer a vc, já seria arrogância de minha parte.

Tivemos um cachorro arrogante, um husky siberiano, Kazan. Desprezava todos ao seu redor quando ficava sozinho, olhava de soslaio, não brincava, pulava ou pedia carinho; apenas dava as costas e ia para seu canto. Ao passear na rua os outros cães se jogavam para cima dele, latiam desesperados e ele apenas olhava altivamente e seguia adiante, sem latir! Aliás, quase não latia, uivava de vez em quando, principalmente olhando para a lua. Coisa de cinema!

Eu aguentava sua arrogância, talvez por amor incondicional ou porquê era realmente lindo. Com aqueles olhos azuis irradiantes, ele podia! :-)


Pense nisso. Bjs e até!

Foto
http://www.sfgate.com/cgi-bin/blogs/pets/detail?entry_id=37892 

sexta-feira

Peixinho Amarelo

Numa bela casa de campo havia um enorme aquário. Nele moravam vários peixinhos, cada qual com sua função: uns limpavam vidros, outros pedras; uns montavam patrulha de dia, outros à noite; alguns tinham mais facilidade de encontrar comidinhas gostosas; outros gostavam de ajudar os peixinhos mais velhos. Todos viviam em harmonia.

De repente chegou, não se sabe de onde, um peixinho amarelo, bicudo, parecia mau humorado. Por não ser conhecido e ter aquela aparência nada simpática, logo foi colocado de lado pelos outros moradores.

Sem função, sem trabalho, sem objetivos e sem amigos, o peixinho começou a ter comportamentos estranhos. O isolamento deixou-o triste, tenso, sem esperança. Pensava consigo próprio:
- Por que será que todos me evitam? O que eu fiz? Será que é minha aparência? Gostaria de dizer a todos que eu não sou sisudo, antipático. Eu nasci assim, mas eles não me dão uma chance!

O peixinho amarelo poderia ser mais enfático, aproximar-se das rodinhas de amigos, ajudar os mais velhos a encontrar comida, mas não se sentia à vontade para forçar nenhuma situação. Pensava que os outros deveriam lhe dar uma chance, afinal de contas, ele era o novato no pedaço.

Aquela situação foi se agravando e vários pensamentos – nada agradáveis – passaram pela sua cabeça. Até que um dia o peixinho amarelo decidiu acabar com o sofrimento, suicidando-se!

Decidido, nadou rápido e tentou saltar para fora do aquário. Uma, duas, três vezes. Nada conseguiu. Após dezenas de tentativas ficou enfraquecido; sentiu-se humilhado, sem conseguir alcançar nenhum dos seus objetivos. Estressado e desgostoso, ficou dias sem comer ou nadar. Encostou-se em um canto e, após uma semana, morreu.

Do lado de fora do aquário Dona Aranha olhava tudo e avaliava a situação:
- Para ser feliz às vezes é preciso apenas uma pequena função e um pouquinho de atenção. Para isso é preciso buscar sua própria chance.


Podemos pensar em outros finais para essa estória:

1. O peixinho amarelo, depois de algum tempo, conseguiu se fazer notar pelos colegas. Como "prêmio", sua imagem diante de todos, mudou. Os peixes compreenderam o impacto do “novo”, aceitaram o peixinho amarelo na comunidade e viveram felizes para sempre.

2. Depois da primeira tentativa de suicídio o peixinho vermelho, sensibilizado, aproximou-se do amarelo e viu que este precisava de ajuda. O aquário reuniu-se em solidariedade e resolveram dividir alguns afazeres. Sentindo-se útil o peixinho amarelo viveu feliz em seu novo lar.

3. Por mais que tentasse, a comunidade não permitia a integração do peixinho amarelo. Todos se sentiam ameaçados com a nova presença. “Será que ele limpará o fundo melhor do que eu?”, pensava um. “Não vou permitir que ele cuide da segurança do aquário. É minha função!” comentava outro. Com paciência e tenacidade, o peixinho amarelo mostrou que não estava ali para competir com ninguém, e sim para se integrar, viver em grupo, fazer amigos e descobrir um trabalho que o fizesse feliz. E, após longos meses de adaptação, todos viveram felizes na comunidade.


Acredito que todos nós já fomos – ou seremos – peixinhos amarelos. O final depende não apenas do meio ambiente e das pessoas que nos cercam, mas principalmente da forma como convivemos e lidamos com as diferentes situações. Vale a pena procurar sempre o melhor final, o mais feliz!


Pense nisso. Abs!
 
Foto http://www.sxc.hu/

terça-feira

Uma Questão de Humor



Segunda-feira. No escritório de uma grande empresa três colegas recapitulavam o que haviam feito no final de semana. O primeiro deles, conhecido pelo mau humor, resmungou que seu sábado fora horrível e o domingo, pior ainda.

- Mas o que você fez? Perguntaram os outros dois.
- Bem, no sábado fui visitar minha irmã lá na Serra. Ela me convidou para uma feijoada.
- Feijoada? Ótimo! O que há de errado?
- Se vocês tivessem comido aquela gororoba não estariam perguntando isso. Lamentável!
- E depois, o que você fez?
- Continuei por lá... eles me obrigaram. Queria ver o jogo de vôlei pela TV, mas tive que jogar gamão até as 6 da tarde. Depois fiquei por lá e jantei. Comi mais um pouco da gororoba...

Os dois amigos não responderam, mas já que conheciam um pouco o amigo, acreditaram que havia algum exagero naquela estória.

- E o domingo, como foi?
- Pior, já disse. Minha irmã e meu cunhado foram me visitar, sem avisar. Vocês sabem como é... aquela desculpa que "estávamos passando e resolvemos entrar". Aí tive que retribuir a feijoada da véspera, né?
- Então você cozinhou pra eles?
- Ta louco? Respondeu quase aos berros. Vocês pensam que sou o quê? Fomos almoçar fora e até que estava bom.
- Mas você não disse que...
- Que meu domingo foi péssimo? Claro! Gastei metade do que estava economizando para comprar as estradas do show. E sabe o que fizeram depois? Quiseram voltar para minha casa para que eu não ficasse só. Falaram em jogar cartas, mas eu não tinha baralho. Então resolveram encanar com minha barriga. Foi a pior parte do dia! Disseram que eu precisava me cuidar, fazer ginástica, sair mais, etc., etc., etc. Até me ensinaram a fazer flexões, abdominais, alongamento, e por aí foi até as 7 da noite.
- Bem, falaram os dois ouvintes, parece que seu domingo não foi mesmo fácil.
- E ainda teve o jantar, pois eles não foram embora! E isso levou o resto do dinheiro do show...

O segundo colega a contar seu final de semana era famoso por sua extrema objetividade. O relato durou 10 segundos:
- Meu sábado foi muito bom: dormi o dia todo e a noite inteira. Domingo, vocês sabem, chatice pura assistindo TV.

Na vez do terceiro, conhecido pelo seu otimismo, o relato continuou:
- Meu sábado foi ótimo. Fiquei em casa ouvindo uns CDs e lendo. Uma delicia! O domingo, então, foi maravilhoso. Naveguei pela Internet umas 4 horas. Fui ao apartamento da Vivian, minha vizinha. Comemos feijoada, bebemos um licorzinho. Depois eu e Fábio, o marido dela, ficamos conversando e ouvindo música até quase a hora de dormir. Um domingo excelente, realmente!

Depois disso já era hora de cuidar da vida. Assim, cada um foi trabalhar em sua baia... cada qual com seus problemas...

Você viu alguma semelhança entre estes três amigos e você? Encaixa-se em algum desses perfis? E seus colegas de trabalho, líder, subordinados? Possivelmente você reconheceu alguém através dessa história... no primeiro perfil é certeza, não?

Muitas vezes não conseguimos observar as mensagens negativas e sem energia que transmitimos. Nem por isso deixamos de fazê-lo. É necessário abrirmos a mente e o coração para ouvir o que o outro tem a dizer. Podemos concordar ou não, mas vale a pena refletir;

* Como me sinto sozinho?
* Como me sinto com os outros?
* Qual valor dou às minhas amizades? E aos meus familiares?
* Como cultivo estes relacionamentos?
* O que me dá prazer?
* Como posso transmitir o melhor de mim, um pouquinho a cada dia?

E uma última sugestão: que tal distribuir esse texto entre seus colegas / colaboradores para que possam conversar sobre o assunto e ajudarem-se mutuamente?

Pense nisso.

sexta-feira

Seja o Primeiro

 Quando tudo for pedra, atire a primeira flor.

Quando tudo parecer caminhar errado, seja o primeiro a tentar o passo adequado.

Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda a primeira luz.

Quando todos estiverem chorando tente o primeiro sorriso. Talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração compreensivo e de braços que confortem.

Se a vida for um imenso "não" seja o primeiro a dizer - ou fazer - "sim".

Quando ninguém souber coisa alguma, seja o primeiro a buscar e ensinar.

Quando alguém estiver angustiado e à procura de consolo, seja o primeiro a apoiá-lo.

Quando a terra estiver seca, seja o primeiro a regá-la.

Quando a flor desabrochar, seja o primeiro a admirá-la.

Se o pão ainda não estiver pronto, seja o primeiro a demonstrar paciência para saboreá-lo.

Se a porta estiver fechada, seja o primeiro a tentar abri-la.

Se alguém precisar de uma mão, seja o primeiro a oferecê-la.

Quando tudo for espinhos, seja o primeiro a pensar em uma flor.

Quando não houver caminho de volta, seja o primeiro a aceitá-lo e adequá-lo.

Quando aparentemente não houver perdão, seja o primeiro a mudar as aparências e perdoar.


Esse texto, baseado em similar de autor desconhecido, faz-nos lembrar de nossas responsabilidades. Muitos meses do ano já se passaram e o que estamos fazendo para praticar nossos objetivos? Aqueles que definimos no ano novo?

É fácil jogar a responsabilidade dos acontecimentos para outras pessoas e fatos: presidente, ministros, prefeitos, diretores, gerentes, mercado, dólar, bolsa, “quebra” dos Estados Unidos...

Podemos fazer muitas escolhas. Nos aniversários, por exemplo, muitos dizem:
- Parabéns! Você está colhendo mais um repolho! Felicidades!

Nada contra os plantadores de repolho, mas... colher repolho em pleno aniversário? Não temos nada melhor para colher ou desejar ao outro? Que tal outra flor, mais bonita, viçosa, admirável? Por que não podemos colher novas e gostosas fragrâncias? Ou mesmo cores? A expressão "tudo azul" indica que a vida está em ordem!

Fazer escolhas, ser o primeiro, não é fácil. Ser o último também não é uma das melhores decisões, pois ficamos à mercê das escolhas alheias.

Ser maduro, crescido, seguro, assertivo é mais do que escolha: é necessidade. Faz também parte do crescimento: a distração, a alegria, o bom humor, a vivacidade, o saber "deixar para lá" quando o momento pede.

Ser o primeiro não precisa ser, necessariamente, penoso. Tem um preço e que paga quem está disposto a colher respostas e resultados que dependam de si próprio.

Agora responda: como andam suas "primeiras vezes"?

Bjs e até!

Izabel

terça-feira

Madison: fashion blogueira aos 5!


Hi everybody! It's me, Madison!

Assim a mini blogueira inicia quase todos seus vídeos. A dica estava no site da revista Criativa e logo fui atrás. Ela tem seu próprio canal no Youtube, com vários vídeos onde ENSINA, pasme, maquiagem! Apenas um de seus vídeos, o primeiro, tem mais de 770 mil exibições!

É lindo vê-la com dificuldade em passar algumas sombras, por exemplo, mas com didática de adulto! Informa o nome dos produtos, as cores, mostra para a câmera e coloca a mãozinha atrás para ficar mais nítido! Identifica os pincéis, fala "I really love this brush!" e coisas do gênero. Aliás, ela "love" muitas coisas!

Eu estava, na realidade, fazendo este post para meu outro blog, Bella Beauty & Fashion, porém na minha "porção beauty fashion" apareceu a porção "psicóloga / coach". Impossível desconsiderar que há talentos natos e emocionam desde cedo. Parece ser o caso de Madison. Encontre um tempinho e veja alguns dos vídeos; observe como ela vai se soltando, dominando cada vez mais a ferramenta internet, a filmagem, o diálogo com os internautas.

Em um dos filmes ela diz que seu pai está dormindo e pede silêncio pela câmera! É claro que os pais estão cientes, incentivam e fica claro que ajudam em alguns vídeos. Por outro lado há gravações em que a mãe (acredito que seja) passa atrás da cadeira onde Madison senta, sem sem importar com o que está acontecendo. Ela tem liberdade para criar e fazer acontecer; aproveita sua criatividade "inocente", diria, de modo muito original, espontâneo, cativante, que só uma criança pode oferecer.

Em outro filme, com quase 55 mil exibições e meu preferido dentre os que vi, ela ensina maquiagem para noivas! Ao final veste-se como uma, o vestido parece ser dela mesmo (não de noiva, claro), branco, com uns bordados, que ela descreve. Fala que a mãe fez o penteado e algum adulto a está filmando nessa hora. O cativante é a forma como Madison explica a maquiagem e a "produção" para a noiva. Ela considera os mínimos detalhes, descreve o passo a passo com maestria. Não tem medo de errar nem de dizer que erra (falta tanto disso aos adultos!). Tem um "timming" muito legal, sabe usar as pausas e tem fantástica desenvoltura diante da câmera, coisa que muito "adulto escolado" não tem.

Tomara que ela consiga manter a simpatia, a originalidade, a criatividade, a paixão pelo que faz, o equilíbrio e a humildade que, aparentemente, norteiam seu caminho. Minha proposta para hoje é que nos inspiremos na Madison. Ela tem muito a ensinar, além da maquiagem.
Bjs!

Maturidade e Liberdade


Nos últimos tempos tenho observado uma "legião" de pessoas indecisas. Talvez indecisão nem seja a palavra mais adequada... creio que a melhor definição é "desejo-tudo-e-não-quero-abrir-mão-de-nada". Simples assim.

Isso me faz lembrar das crianças, ainda muito pequenas, sem qualquer discernimento do que é delas ou não, do que podem ou não. Querem o seu brinquedo, o do irmão, do amiguinho e, se bobear, até do vizinho que nem está por perto...

Com o passar do tempo os pais - e os demais adultos que fazem parte do círculo da criança – orientam-nas sobre os "meus" e os "seus". Nem tudo é possível ter, nem tudo é nosso, nem tudo é posse. Algumas crianças assimilam mais facilmente do que outras, principalmente se os adultos são REALMENTE modelos desse comportamento.

De nada adianta pedir que o filho não faça tal coisa se os pais fazem. Onde está o exemplo? Cadê a coerência?

Então... vemos adultos mimados, com pouco ou nenhum discernimento sobre o que é "meu" e o que é "seu", com baixíssima resistência à frustração, sem maturidade para descobrir qual é o seu real espaço.

Voemos para as empresas a observar os adultos lá presentes. Alguma semelhança? Há alguém mimado, que não sabe "perder"? Talvez "birrento" e teimoso? Mas... são mesmo adultos?

Podemos também observar esses mesmos comportamentos nos "líderes" (entre aspas mesmo) cujos exemplos não são dos melhores. Há "líderes" que exigem respeito e não o praticam? Talvez alguns que sufocam a liberdade de expressão e criatividade e, em contrapartida, só produzem “bem” quando estão "livres"?

Os adultos maduros, equilibrados, que primam pelo seu próprio desenvolvimento, têm condições de discernir se os aprendizados que obtiveram foram os melhores... ou não. Quer dizer que, mesmo com dor e pesar, o adulto é capaz de decidir se a educação e orientação que recebeu foram as melhores para ele. Acredito que pais e educadores sempre dão o máximo de si, pois cada um dá o que pode, quando pode, da forma que pode. E mesmo com toda boa vontade, essas podem não ser as melhores orientações e suporte que aquela criança deve receber. Há que se considerar as diferenças individuais, para falar o mínimo.

Por tudo isso, é necessário que nós, adultos, voltemo-nos para nosso eu interior. É importante saber como fazemos nossas escolhas, como decidimos qual caminho seguir, quais traços de personalidade e caráter temos e quais nos atraem ou afastam das pessoas. É fundamental aceitarmos o fato: não é possível ter tudo, a toda hora, da forma como desejamos. Há outras pessoas, o meio no qual vivemos, perdas e ganhos envolvidos, dentre tantos outros aspectos a considerar.

As crianças querem crescer rápido para serem adultas e terem liberdade; em contrapartida muitos adultos esquecem que há outros indivíduos por perto e, portanto, até sua tão falada e conquistada liberdade não é "tãããããão" livre assim.

Maturidade, equilíbrio, bom senso, respeito a si próprio e ao outro, elevada capacidade de observação são apenas algumas competências e características fundamentais para a "prática de ser adulto".

Escolher, decidir e arcar com essas responsabilidades nos transformam em pessoas e profissionais cada vez melhores.

Ninguém falou que é fácil.

Ninguém falou que é impossível.

Pense nisso.

Abraços e paz profunda!


Foto: Freedom Friends Puppets by Amanda Formaro