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sexta-feira

Esperança ou Expectativa?


Anos atrás ouvi um profissional dizendo que havia aprendido a se desvencilhar das expectativas e das esperanças. Afirmava que, dessa forma, conseguia ser mais harmonioso em suas relações, exigir menos das pessoas e “ganhar” sempre, pois “sem expectativas, tudo o que vem é lucro”.


Por anos fiquei com isso na cabeça e no coração. Como é possível viver sem expectativas ou sem esperança e dizer-se feliz? Vamos falar um pouco sobre isso.

O dicionário Houaiss diz que esperança é “sentimento de quem vê como possível aquilo que deseja; fé”. Sobre expectativa: “situação de quem espera a ocorrência de algo; probabilidade”.

Imagine a cena: quero chegar em casa e ser recebida com uma taça de vinho; meu marido, entretanto, teve um dia frustrante e o máximo que faz é dizer “oi” sem sequer sair do sofá. Fico nervosa, pois tinha “certeza” que seria recebida como imaginei. Isso é expectativa: colocar no outro, na situação, algo que é minha necessidade ou desejo, e quando não acontece causa frustração e tristeza.

Agora, a mesma cena e outra compreensão: chego em casa, o que imaginei não se concretizou e, ainda por cima, meu marido precisa de minha compreensão e aconchego. Penso: “vou pegar duas taças de vinho para relaxar e conversar”. Isso é esperança: algo que eu esperava ocorrer de uma forma aconteceu de outra, e mesmo assim é bem-vinda.

Na vida profissional encontramos mais expectativas e menos esperanças. Acontece quando a promoção não vem ou quando um projeto não é valorizado, sequer avaliado. As frustrações (e com elas o sofrimento e a tristeza) são enormes quando colocamos no outro, nas circunstâncias, no país, algo que é meu.

Expectativas que se acumulam tendem a trazer cada vez mais frustração, tristeza, tensão. Se eu exigir que o outro adivinhe meus pensamentos e desejos, vou sofrer cada dia mais e minhas necessidades ficarão mais distantes de serem supridas. A expectativa é assim: acabamos depositando no outro algo que é nosso e exigimos que aconteça. A esperança tem outro peso: confiança, crença, fé.

Tendemos a misturar expectativa com esperança e há uma “receita” para impedir isso: considerar a expectativa como um pensamento e a esperança como um sentimento. A expectativa paralisa, enquanto a esperança move. A expectativa retira, a esperança agrega. A expectativa é anêmica, a esperança é nutritiva. A expectativa chora, a esperança sorri.

Se você se sente frustrado, com a sensação que ninguém lhe compreende, talvez seja hora de repensar seus conceitos e verificar se você curte sua própria vida ou espera que alguém lhe dê o que deseja. Viver de expectativas e ainda por cima depositadas no outro, não é saudável e certamente não traz crescimento nem felicidade.

Se você lida bem com suas expectativas, parabéns! Continue assim, sem permitir ser dominado por interesses que estão focalizados mais no outro do que em você mesmo. Se você lida bem com suas esperanças, excelente! Faça com que sua crença e fé tenham o tamanho exato de suas necessidades. Com isso você se sentirá mais feliz e realizado.

Pense nisso.

segunda-feira

Objetivos e Metas: sonhos ao alcance de todos


Olá!

O texto abaixo foi elaborado para um dos grupos de 'coaching' que conduzo... geração Y que tem ideias, ideais e precisam sistematizar tudo isso. Aproveite para repensar...

Bjs e até!

Objetivos e Metas... alguns dizem que são a mesma coisa, outros apontam diferenças. Ambos significam conquistar, alcançar, ganhar, aprender. Para melhor entendimento e prática, vamos tratá-los como diferentes:

Objetivos – sonhos a atingir; realizações gerais, mais amplas; resultados finais.
Metas – segmentações do objetivo; etapas a conquistar / alcançar; resultados intermediários.

Para alcançá-los ambos devem:
1. Ser traçados individualmente ou em grupo, se considerar família ou empresa.
2. Ser definidos com clareza, objetividade e positivismo. De preferência por escrito.
3. Ser precisos: o que alcançar considerando datas / tempos / prazos para serem atingidos, recursos, habilidades e conhecimentos necessários.
4. Ser desafiadores e realistas.
5. Ter prioridades de alcance.
6. Considerar algum tipo de resultado, ganho.
7. Contemplar estratégias, diretrizes e táticas para serem alcançados.
8. Envolver você (ou à sua família / grupo) prática e emocionalmente. Comprometimento é a palavra.
9. Ser avaliados e medidos constantemente. Metas quantitativas são bem vindas, assim como metas de performance.

Sobre os objetivos:
• Estão diretamente relacionados à sua missão de vida, que pode ser pessoal / profissional / familiar / social.
• Pergunte-se “o que quero alcançar?” quantas vezes forem necessárias até chegar à essência de seu objetivo.
• Avalie o impacto da conquista de seus objetivos sobre seu círculo familiar / profissional / de amizades e responda: “vale a pena?”
• Arregace as mangas e pratique imediatamente.

Sobre as metas:
• Mantenha-as pequenas. São mais rápida e facilmente alcançadas e facilitam o sentimento de realização, mesmo que parcial, a cada conquista. Isso mantém a motivação em alta.
• Cuide para que não sejam tão pequenas. Ao contrário do que possa parecer, metas muito fáceis de serem atingidas não contém desafios, por isso são banais e trazem pouco (ou nenhum) sentimento de realização. Podem, inclusive, trazer frustração.
• Monitore seus próprios resultados e realinhe a trajetória, se necessário. Certifique-se de que as metas traçadas o levarão a alcançar os objetivos propostos no tempo determinado.
• Defina a frequência com que irá analisar as metas. Crie o hábito de autoavaliar-se.
• Utilize uma ferramenta de avaliação como a Matriz FOFA (ou SWOT): para cada meta defina forças, fraquezas, oportunidades e desafios. Sempre que possível introduza um conceito quantitativo e faça comparações quanto ao desempenho / evolução da meta.
• Evite alterar o tempo / prazo definido para o alcance de cada meta. Antes de adiar pergunte-se: “o adiamento é necessário ou estou me boicotando de alguma forma?”.

Agora vamos olhar sob outro ângulo. Acompanhe alguns mitos que envolvem a definição de objetivos e metas:

1º mito – Eu já tenho metas, não preciso defini-las.
Claro que todos têm sonhos, entretanto nem todos se preparam para atingi-los. Objetivos são diferentes de fantasias ou modismos, como ser magro, aprender a dança da moda ou ganhar dinheiro suficiente para adquirir um Rolex. Objetivos ou desejos vagos são comuns; descrevê-los, traçar linhas de ação e avaliar os resultados fazem a diferença.

2º mito – Eu não preciso de metas, estou indo bem!
Já ouviu falar sobre a “Síndrome de Alice”? No conto “Alice no País das Maravilhas” a protagonista e o Gato travam o seguinte diálogo:

Alice – Qual caminho devo seguir?
Gato – Para onde você quer ir?
Alice – Tanto faz!
Gato – Então para quem não sabe para onde ir qualquer caminho serve...

Se você está bem sem metas e planos, imagine onde poderia chegar com eles? Muitos reclamam da sorte, porém poucos se preparam para as oportunidades.

3º mito – Não preciso escrever metas, estão todas na minha mente.
Temos cerca de 1,5 mil pensamentos por minuto, o que significa que nossos objetivos e metas podem estar perdidos em meio a este turbilhão. Ao escrevê-los não apenas definimos, mas deixamos claro à nossa mente quais são nossos propósitos, além de direcionar nossa concentração e energia para tal.

4º mito – Não sei como definir metas.
Poucos sabem, na realidade. A boa notícia é que podemos aprender a definir nossos objetivos e metas. Dê o primeiro passo: pense e escreva. A habilidade virá com a prática.

5º mito – Metas não funcionam para mim; a vida é muito imprevisível.
Há diferença entre não ter rumo (como a Alice) e realinhar a rota. Os objetivos podem até demorar um pouco mais para serem atingidos, ou demandarem recursos não previstos. Com objetivos traçados sempre é possível corrigir a rota; já se estiverem soltos na mente...

P.S. - A definição dos mitos foi baseado em texto do site http://liderando-lideres.com.br