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segunda-feira

Arrogância: reconhecimento e vigília

Dia destes estava lendo um blog bem legal; são crônicas do cotidiano, muito inteligentes, perspicazes e perceptivas. Conheço a “dona” do blog, alguém muito sensível e especial. Quieta e introvertida com suas “coisas pessoais”; extrovertida com aquilo que não a revela tanto. Até aí, nada demais.
O texto que li relatava um desabafo e uma revelação da autora: ela estava cheia de falsas moralidades, indiretas, hipocrisias e por isso iria escrever em um outro blog com um colega. Começaram um “blog duplo”, onde poderiam compartilhar o mesmo espaço, algo que também a motivaria a escrever mais, caso contrário temia deixar de escrever.

No primeiro momento não entendi muito bem a revolta e fui procurar outras postagens para encontrar o motivo. E descobri.

Em uma de suas crônicas, enfatizo, SUAS crônicas, um leitor (desajustado? carente? arrogante?) resolveu 'colocar palavras' na boca da autora. Logo de cara indignei-me e pensei:
-  O blog é de alguém, assim como esses escritos e ideias e, portanto, sujeito a análises críticas. Todo mundo pode escrever o que quiser? Bem, ninguém é obrigado a aceitar comentários e pensamentos dos outros, mas daí um leitor se achar no direito de alterar o sentido do texto porque interpretou que a autora 'não quis dizer isso'? Já é um pouco demais para meu gosto.

E foi isso que dito leitor fez: indicou sinônimos às palavras utilizadas que, a SEU ver, revelariam melhor o que se passava na cabeça da autora. Em vários textos ele fez o mesmo. Simples assim.

Os outros leitores se manifestaram e o “dito”, cada vez mais na altitude de seu pedestal, interpretava o comentário do comentário, como se ele próprio tivesse escrito a crônica original.

A autora, com toda classe, retrucou algumas vezes. Depois não mais se pronunciou.

Confesso que não me contive e quis conhecer um pouco mais esse “ser”, que não merece ser identificado neste espaço. Entrei em seu blog e, qual não foi minha surpresa, ele havia feito um 'tratado' sobre a tal crônica daquela autora. Pelos escritos ficou claro que sua soberania, interpretações e compreensão reinava acima de tudo e todos. Enfatizou que não dependia de ninguém nem jamais aceitaria isso. Pareceu-me tripudiar sobre amizades e outros tipos de relacionamentos. A impressão que tive foi que seu prazer era interpretar as ideias alheias, não apenas para expor suas próprias, mas para, principalmente, deturpar, reverter, reescrever o pensamento do outro segundo sua "ótica perfeita".

E o que essa pessoa tem a ver com nossos aprendizados diários? Muito, mas hoje vou me ater a reconhecimento e vigilância.

Reconheci e relembrei (porque às vezes a gente esquece...) que há arrogantes ao nosso redor todos os dias. Com alguns conseguimos conviver, aprender e até divertir-nos. Com outros a indiferença é a melhor política, e se for de ambas as parte, melhor.

Há aqueles que primam por disputar níveis de arrogância com outras pessoas; há os que concorrem consigo próprios, pois apresentam graus crescentes e ininterruptos de superioridade. Os arrogantes estão por todos os lados; as brigas de ego são uma constantante na experiência cotidiana da maioria das pessoas.

Precisamos aprender a conviver com isso e, a cada dia, descobrir como impedir que nos aconteça. Autoestima elevada em níveis adequados, autoimagem de respeito e admiração são fundamentais para sermos seres humanos equilibrados e automotivados. A“autovigilância”, por seu lado, deve ser constante.

Há como ficarmos livres da arrogância? Penso que não. E talvez se eu tivesse uma receita infalível para dizer a vc, já seria arrogância de minha parte.

Tivemos um cachorro arrogante, um husky siberiano, Kazan. Desprezava todos ao seu redor quando ficava sozinho, olhava de soslaio, não brincava, pulava ou pedia carinho; apenas dava as costas e ia para seu canto. Ao passear na rua os outros cães se jogavam para cima dele, latiam desesperados e ele apenas olhava altivamente e seguia adiante, sem latir! Aliás, quase não latia, uivava de vez em quando, principalmente olhando para a lua. Coisa de cinema!

Eu aguentava sua arrogância, talvez por amor incondicional ou porquê era realmente lindo. Com aqueles olhos azuis irradiantes, ele podia! :-)


Pense nisso. Bjs e até!

Foto
http://www.sfgate.com/cgi-bin/blogs/pets/detail?entry_id=37892 

2 comentários:

Ana Paula Senac disse...

Gostei do artigo Iasabel. Sensivel e me fez refeletir

Izabel :)) disse...

Oi Ana... obrigada... essa passagem tb me fez refletir bastante...