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sexta-feira

O Valor da Cortesia

Uma das grandes preocupações de um pai, enquanto seus filhos ainda eram pequenos, consistia em fazê-los compreender que a cortesia era um importante valor na vida. Por várias vezes os filhos percebiam o quanto o hábito de interromper um diálogo entre duas ou mais pessoas irritava o pai.

João, um dos filhos, era mestre neste tipo de inconveniência. Certa manhã, bem cedo, o pai convidou João para ir ao bosque para de ouvir o cantar dos pássaros. João adorou a idéia e lá foram ambos. Após algum tempo de caminhada o pai parou em uma clareira. Depois de breve silêncio perguntou:

- Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

João prestou mais atenção aos sons e, após alguns segundos, respondeu:
- Estou ouvindo o barulho de uma carroça... deve estar descendo pela estrada.
- Isso mesmo, disse o pai. É uma carroça vazia.

Mas de onde estavam não era possível ver a estrada. João, admirado com a percepção do pai, perguntou:
- Como pode o senhor saber que está vazia?
- Ora, é muito fácil, filho. É por causa do barulho que ela faz. Quanto mais vazia a carroça, mais barulhenta se torna.

João não disse nada, mas ficou por muito tempo pensando no comentário do pai. João, enfim, conseguiu compreender o ensinamento do pai.

Hoje João é adulto. Sempre que observa uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todos, ou quando ele próprio se vê prestes a fazer o mesmo, imediatamente lembra da voz de seu pai na clareira do bosque:

- Quanto mais vazia a carroça, mais barulhenta se torna!

Educação, cortesia, compreensão, respeito são alguns valores que aprendemos e carregamos desde crianças. Muitos indivíduos prezam pela sua prática durante a vida; outros parecem esquecê-los.

Nosso cotidiano é repleto de mandos e desmandos, incoerências, dissabores, falta de cortesia e educação, ausência de respeito e comportamentos antiéticos. Por vezes esperamos que o outro tome a iniciativa de uma boa ação ou palavra e nos esquecemos que, se quisermos que o outro o faça, demos agir primeiro. É muito cômodo aguardar e culpar, justificar a falta de práticas educadas devido à inconveniência do outro.

A parábola acima, de autor desconhecido, faz-nos lembrar das bases da boa convivência. Saber ouvir, não importa a quem, é obrigatório nos círculos profissionais e pessoais. Bons relacionamentos são construídos também baseados em respeito, cortesia, ética, lealdade e educação. Se deve começar por alguém, que seja por mim.

Pense nisso.
 
Bjs e até!

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