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terça-feira

Entrevista - Questões pessoais que interferem na imagem profissional


Olá todos

Foi publicada esta semana a reportagem de Heloísa Noronha para UOL "Não deixe que sua vida pessoal prejudique sua imagem profissional". A jornalista enviou questões e pediu que escolhesse algumas para comentar, sugerindo como modificar o comportamento assinalado (se a pessoa se identificar, ou seja, agir dessa forma) e como lidar com ele (se a pessoa for submetida ao tal comportamento, ou seja, se um colega agir dessa forma). Veja a íntegra da minha participação.


1. Levar o filho para o trabalho no dia em que não é "open"

A não ser que a empresa seja sua (e mesmo assim há muitos limites), jamais leve uma criança ao trabalho, a menos que tenha sido acordado anteriormente. Pode ser melhor entrar em contato com o gestor e dizer que não tem com quem deixar o filho, que aconteceu um imprevisto. Dificilmente uma criança não irá atrapalhar o ambiente de trabalho, pois requer atenção e cuidados que não podem ser dados neste local.

Se este tem sido seu problema, converse francamente com o gestor e proponha, talvez, um adiantamento de férias até resolver com quem deixar seu filho durante a jornada de trabalho.

Se você vive esse problema com a criança de outro colega, vale a sugestão de conversar diretamente com ele, caso seja mais próximo e tenha intimidade. Se não for o caso, pense em informar ao gestor o incômodo e peça que ele tome providências, mesmo porque possivelmente o incômodo não é só seu.

Seja qual for sua posição, lembre-se que há pessoas envolvidas e todos requerem carinho e compreensão. Saiba falar, seja cordial e cooperativo, mesmo sabendo que tudo isso tem limite. A forma como você lidar com esse assunto dirá muito sobre seu equilíbrio e inteligência emocional.



2. Sair da sala toda hora para usar celular

Tenho observado uma falta total de limites neste quesito, em todas as áreas e níveis hierárquicos. Nas reuniões todos estão com celular ligado, parece até que o vibracal tornou-se antigo; “todos” estão acostumados com o celular. Isso é um engano e acredito que em breve o uso do equipamento começará a ser restringido nas empresas. Perde-se muito da produtividade e foco, sendo as ligações profissionais e, principalmente, pessoais.

Estudos dizem que demoramos cerca de 10 minutos (na melhor das hipóteses) para conseguir o mesmo nível de foco e atenção em uma tarefa, após uma interrupção. Se o tema da conversa for próximo ao trabalho que está sendo executado, menos mal, caso contrário o desvio de atenção é total.

Todos na sua empresa usam indiscriminadamente o celular? Dê o primeiro passo e aja com profissionalismo. Restrinja o uso, avise os amigos e familiares, faça o possível para atender suas ligações nos horários de intervalo. Além de ser ético e respeitoso de sua parte, você poderá cobrar o mesmo comportamento dos demais.

Você tem um amigo que vive no celular? Mostre o quanto isso pode ser prejudicial a ele. Se estiver trabalhando em grupo são várias as pessoas prejudicadas com a interrupção de apenas uma. Inúmeras discussões, decisões e ações ficam esperando pela participação de todos.

Usar o celular excessivamente é sinônimo de alguns problemas graves para a carreira: má administração de tempo, dificuldade em impor limites e em manter o foco, falta de compreensão e respeito ao grupo de trabalho.


3. Ter um celular com toque escandaloso ou excessivamente engraçadinho

Já ouviu o comentário “se não tocar desse jeito não escuto”? É sinônimo que a pessoa não está interessada em quanto o som ou o volume atrapalham os demais.

Faça uma análise bem crítica do seu celular: o toque é escandaloso? O volume está elevado? A música distrai os demais? A resposta SIM para apenas uma dessas perguntas indica que seu celular não está preparado para um ambiente de trabalho. Mesmo que o use apenas para questões pessoais, atendê-lo num ambiente de trabalho requer adaptações.

Caso vc seja “vítima” de celulares que incomodam ou distraem, seja franco e, educadamente, aponte os problemas que o toque causa em você e nos demais: distrai, assusta, tira o foco, desperta, dá raiva...

Numa empresa o toque do celular tem que ser mais “ameno”, causar o menor impacto possível. Sem esse cuidado você pode deixar a marca de imaturo / infantil, irritante, sem graça.



4. Achar-se injustiçada(o), reclamar o tempo todo

Chamo esse comportamento de “síndrome de Hardy Har Har”, a hiena do desenho antigo “Leão da Montanha”. Este animal conhecido pelas gargalhadas, neste exemplo é depressivo, acha que tudo vai dar errado, não acredita em ninguém... é “down” total!

Reconhecer-se assim é difícil. Acate os comentários de colegas que lhe dão “toques” dizendo o quanto você é (ou está) depressivo, pra baixo, triste, desiludido. Pense se isso faz parte do seu cotidiano ou é momentâneo. Qualquer uma das hipóteses deve levá-lo a uma conclusão: as pessoas ao seu redor não precisam, nem devem, conviver com negativismos, a não ser que escolham isso.

A negatividade, principalmente, não irá levá-lo a lugar algum, ou melhor, levará à descrença, falta de ânimo, ao afastamento dos amigos e colegas. Esforce-se para encontrar o lado bom das coisas. Se seu primeiro impulso é focar o lado negativo, esforce-se para achar algo de bom.

Você trabalha com um “reclamão” ou mártir? Faça um esforço e ajude-o a encontrar o tal do ‘lado bom’ das coisas. Talvez ele não esteja acostumado com esse exercício. De acordo com sua proximidade e intimidade, converse seriamente com a pessoa e diga-lhe o quanto isso atrapalha sua imagem, sua carreira, o relacionamento com os colegas.

Uma das piores características de um profissional é o hábito de reclamar (isso mesmo, na maioria das vezes é costume). Consequências: afastamento dos colegas até o ponto de exclusão total. Um profissional com essa característica tem dificuldade de agregar, relacionar-se, manter um grupo unido, ser líder.


Bjs e até!

2 comentários:

Ana Paula disse...

Gostei muito do post.

Izabel :)) disse...

Thks ! :-)