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quinta-feira

RH: Repensar Papéis


senado.gov.br


O RH Meeting realizado em São Paulo este mês, tratou de vários assuntos pertinentes à RH, desde desenvolvimento a cargos e salários. Acompanhe o texto abaixo e aproveite para repensar seu papel na organização.



O RH na crista da onda
Por Gabriel Penna

Na abertura do RH Meeting 2009, dezenas de executivos de Recursos Humanos assistiram à palestra “Onda do RH – como não deixar passar esse momento”. Por cerca de uma hora, Rolando Pellicia, diretor do Hay Group, consultoria de gestão presente em 47 países, fez uma ampla análise das mudanças na atuação dos Recursos Humanos nas últimas décadas. Ele lembrou que os primeiros profissionais a assumir a função nas empresas eram, em geral, advogados ou militares reformados. “O papel deles era negociar com sindicatos para evitar greves e manter a disciplina”, lembra.

Na busca de um papel mais estratégico nas organizações, muitos executivos hoje ganharam assento na mesa da diretoria, mas, por outro lado, se distanciaram de suas equipes. E, pior, não prepararam as pessoas para, mais do que simplesmente negociar contratos, desenvolver políticas na área. Em muitas empresas, segundo Rolando, o departamento de RH ainda é composto por um ou dois profissionais seniores e dezenas de estagiários. “Para de fato participar da elaboração das estratégias, o RH precisa formar melhor seus profissionais”, alerta.

O consultor também analisou a imagem construída pelo RH nas empresas, por conta da falta de preparo e do pouco conhecimento do negócio. Segundo pesquisa do Hay Group, de 2006, 75% das pessoas dizem ter poucas oportunidades de progresso nas organizações por não são saber o que fazer para crescer. “O inferno não são os outros. Se alguma vez os profissionais de RH foram odiados, isso está relacionado à maneira como eles atuaram nas organizações”, diz Rolando.

Por outro lado, o consultor destacou a importância do RH para conduzir mudanças e ajudar as companhias se tornarem bem sucedidas e admiradas. Ele usou o exemplo das 50 empresas mais admiradas do mundo, lista elaborada pela revista americana Fortune. O mérito dessas empresas, segundo Rolando, é manter o planejamento e o foco no crescimento, mesmo na crise, praticando o diálogo. “O RH é o responsável por ensinar as pessoas a dialogar”, diz. A flexibilidade e a capacidade de comunicação são fundamentais, por exemplo, para conduzir processos de demissão e motivar os profissionais que permanecem na empresa.

Porém, o executivo de RH não pode ser lembrado apenas em momentos de crise, diz Rolando. O consultor traçou o perfil do profissional que vai se manter na crista da onda mesmo depois da
tormenta:

  • Ativista, que luta por suas causas e tem credibilidade na cúpula da empresa.

  • Homem de negócios, sintonizado com as novidades do mundo empresarial

  • Artesão e porta-voz das estratégias da companhia

  • Entregador confiável, que sabe que o básico também precisa ser feito

  • Especialista, com conhecimentos profundos da área e curiosidade para se atualizar

  • Sociólogo corporativo, que estuda e compreende os públicos e a cultura da organização

Bjoks e até breve!

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